Criar uma loja esotérica já não significa necessariamente abrir um espaço físico desde o primeiro dia. Um projeto pode começar online, numa loja física ou com um modelo híbrido. Qualquer uma destas configurações pode funcionar, mas não exige o mesmo capital, as mesmas competências nem a mesma forma de conquistar clientes.
A escolha deve, por isso, ser encarada como uma decisão económica. O canal mais visível não é automaticamente o mais adequado ao projeto.
Crie a sua loja online com a Shopify
Aproveite 3 dias de teste gratuito, seguidos de 3 meses por 1 € / mês, para lançar a sua loja.
A loja física: experiência e presença local
O comércio físico permite ao cliente ver os produtos, manusear certos objetos, pedir aconselhamento e regressar facilmente. Esta vantagem é importante em categorias em que o material, o tamanho, o aroma ou o aspeto visual influenciam fortemente a decisão.
Em contrapartida, o espaço comercial gera encargos fixos antes da primeira venda: renda, caução, obras, seguro, energia e mobiliário. O potencial de volume de negócios também depende da área de influência comercial. O guia Como escolher a localização de uma loja esotérica? ajuda a avaliar este aspeto.
O comércio online: alcance nacional, mas é preciso conquistar público
Uma loja online pode servir toda a França sem multiplicar pontos de venda. Também permite testar um sortido com uma estrutura de custos imobiliários mais leve. Mas a ausência de renda comercial não significa ausência de custos: plataforma, pagamentos, preparação, embalamento, expedição, devoluções, fotografia, conteúdos e captação de clientes são indispensáveis.
O principal desafio passa a ser a visibilidade. Um site sem público não beneficia do movimento de uma rua comercial. Tem de gerar tráfego através da otimização para motores de busca, dos conteúdos, da publicidade, das redes sociais, da fidelização ou de uma combinação destes meios.
O modelo híbrido: combinar as vantagens
Uma loja física acompanhada de um site de vendas pode alargar a área de clientes e transformar o espaço comercial num showroom, ponto de recolha e local de aconselhamento. As mesmas existências podem abastecer vários canais, desde que a sincronização seja fiável.
O modelo híbrido acrescenta, contudo, complexidade operacional. Uma referência vendida na loja deve ser imediatamente descontada das existências disponíveis online. A equipa tem de gerir simultaneamente os clientes presentes, as encomendas do site, as expedições e os eventuais levantamentos.
Comparar custos fixos e variáveis
A loja física suporta mais encargos fixos: mesmo num mês fraco, a renda tem de ser paga. No comércio online, uma maior parte dos custos está associada ao volume: preparação, embalamento, transporte, taxas de pagamento e captação de clientes. O modelo híbrido acumula alguns custos, mas pode rentabilizar melhor as existências e a marca.
A escolha deve ser incluída no plano de negócios com três cenários distintos. É útil comparar, para cada modelo, o capital necessário ao lançamento, o limiar de rentabilidade, o número de encomendas ou transações exigido e as necessidades de existências.
Considerar o tipo de oferta
Uma oferta muito especializada pode encontrar público mais facilmente online, porque os clientes de todo o país compensam uma procura local reduzida. Uma loja generalista centrada na descoberta, no aconselhamento e na compra por impulso pode beneficiar mais de uma localização física. Algumas categorias são fáceis de expedir; outras são pesadas, frágeis ou dispendiosas de preparar.
Um projeto pode evoluir por etapas
Não é necessário fazer uma escolha definitiva desde o início. Uma loja online pode validar a procura antes da abertura de um espaço físico. Uma loja física pode começar com um site de apresentação e colocar progressivamente online as referências mais vendidas. Um comércio híbrido pode, por fim, separar as existências destinadas à logística quando o volume de vendas online o justificar.
O Insee mostra que o comércio a retalho continua a apresentar dinâmicas distintas consoante os formatos de venda. Para um empreendedor, a consequência prática é a mesma: importa escolher o canal cujo modelo económico corresponde aos seus clientes e recursos, em vez de seguir uma oposição simplista entre comércio físico e internet.
A melhor escolha é aquela que a empresa consegue explorar
Um excelente espaço comercial sem dinamização pode ter pior desempenho do que um site bem posicionado nos motores de busca. Um site tecnicamente perfeito, mas sem estratégia de captação de clientes, pode vender muito pouco. O critério decisivo é, portanto, a capacidade do empreendedor para dominar as competências necessárias e financiar durante tempo suficiente o crescimento do canal escolhido.